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quinta-feira, 10 de março de 2011

Universitários 'analfabetizados'

Penso que nós, brasileiros, escrevemos pouco. Menos do que deveríamos. Essa carência literária nos causa um analfabetismo exacerbado.
Nossas crianças estão passando pelas escolas e a maioria não tem aprendido a ler e escrever de forma 'correta'. Compreendo que a língua portuguesa é muito mais complexa que outras línguas. Todavia, existem erros e casos que são gritantes.
Tentaram implantar na nossa Educação há pouco tempo a 'aprovação automática'. Na minha opinião deveria chamar-se de 'aprovação criminosa'. Os estudantes que não faltassem as aulas ao final do ano passavam independente das suas notas em avaliações. Isso é ou não um absurdo?
O reflexo desse modelo falido educacional se dá nas universidades. Existem universitários que não têm capacidade de escrever sequer uma redação. A maior parte das universidades acabou optando, de forma oculta, pela maldita 'aprovação automática'´. Sendo que essa você não precisa freqüentar. Basta pagar. Quero deixar claro que não são todas, mas boa parte.
 Muitos universitários acabam freqüentando os bares em frente, ou próximos da faculdade. Sendo assim, acabam se formando nos bares. Claro que existem exceções. Não estou radicalizando.
Estou tentando descobrir motivos para tantos universitários analfabetos. Penso que eles estão tomando o mundo! E isso é um problema! Pena que tudo no nosso país sempre acabe se tornando piada!
O deputado federal mais eleito do país, que teve que provar que sabia ler, hoje é membro da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.  O que mais podemos querer?
Muitos podem achar que estou sendo preconceituoso, mas não estou.
Estou apenas levantando um questionamento para que discutamos e vejamos os problemas relacionados a Educação existentes no Brasil.
Penso que para parte dos políticos do nosso país seja muito conveniente esse analfabetismo generalizado. Quanto menos lemos, menos questionamos. Quanto menos questionamos, menos análises críticas dos fatos são feitas. Portanto, interessa a uma boa parcela da elite essa ignorância literária.
Luciano França Ramos.

4 comentários:

  1. Análise perfeita, muito bom. Mas acredito que o mercado da educação que está falando mais alto, hj uma faculdade rende muito mais que qualquer outra area só não ultrapassa a saúde. E na pública estamos vivendo um massificação sem qualidade juntamente do REUNI que não trouxe nd de novo somente estendeu o que já existia. Mas sinceramente concordo com o Tiririca na comissão de educação, pois os nobres deputados vão chegar nele e pergunta: - Onde nós erramos ?


    Um grande abraço e esse texto vai para meu blog http://jestudante.blogspot.com

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  2. Interessante sua análise. Portanto, eu como educadora de escola pública, não culpo somente ao sistema. Claro, "aprovação automática", dá uma certa acomodação por parte daqueles que tem uma visão recalcada da educação pública. Na minha opinião, quem faz a Escola são os atores sociais que nela convive. E você é uma prova real desse fator. E sem contar que hoje em dia, são enes fatores que fazem com que o aluno permaneça na Escola de corpo presente, pois a cabeça está em outros ares. O Bolsa Família é um exemplo gritante disso. Antes, ou melhor, na sua época, por exemplo, a família acompanhava seu filho no seu aprendizado, no dia a dia da escola. Agora, o interessante para eles " responsáveis", e a sua presença para garantir o retorno em dinheiro todo mês. Bom, vou parar por aqui, pois isso é assunto para uma monografia. Parabéns! Pelo seu blog. Abraços.
    Ana Paula

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  3. Concordo contigo professora! Existem outros fatores que não foram abordados neste texto que influenciam nesse analfabetismo. Muito obrigado pela sua contribuição.

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  4. Sou professor da rede de Caxias e do estado. Há uma enorme resistência dos analfabetizados em abandonar essa condição. Por que? Porque exige esforço e temos um alunado acostumado a não se esforçar. A "aprovação automática" e a "progressão parcial ou dependência", nos moldes em que é aplicada, contribuem para isso. Falta cobrança e acompanhamentos dos pais. Além do bolsa família o fato de ser DAR, de graça, tudo na escola criou um enorme descompromisso. Os livros didático "somem", são "roubados", "esquecidos" ou, como no estado, não são levados para escola porque "pesam muito". Todos os "pobres coitados" que frequentam a escola possuem celulares, mas não poder arcar com o valor da compra de um livro paradidático ou de uma simples cópia xerox. Educação passou a ser visto como um investimento que deve ser feiro pelos "outros" e não pelo próprio estudande e sua família. Além disso há a pedagogia de se atribuir a "culpa" ao professor, responsável pelo aprendizado. O professor é responsável por utilizar as melhores estratégias para ensinar, pala fazer o link entre os saberes e os aprendentes. Aprendizado a tarefa do alunado, de cada estudante e para que isso ocorra é preciso que haja disposição e boa vontade para tal.

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